Meirelles: Brasil saiu da maior recessão da história

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, filiado ao PSD, esteve na Câmara dos Deputados, nesta terça-feria (21), para demonstrar como a economia vem se recuperando desde o segundo semestre de 2016. Em uma extensa e otimista apresentação, ele comentou os dados macroeconômicos do Brasil no período. Ministro da Fazenda comemora retomada da economia em audiência pública

O pessedista acrescentou a queda da taxa Selic como uma consequência do controle inflacionário executado pela equipe econômica que lidera. A taxa de juros definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central estava em mais de 14% em junho do ano passado. Na última reunião, o Comitê a fixou em 7,5%. “A queda da inflação permitiu a redução dos juros”, disse Meirelles.

PIB: de negativo para positivo e crescente

Ele também apresentou dados prospectivos que indicam contínua melhoria da situação brasileira. “Em maio de 2016, o PIB acumulado em 12 meses estava em -5,04%. Agora, a previsão é que fique em +1,1% e crescente.”

Ao final da apresentação, o Ministro respondeu a questionamentos de Deputados presentes à reunião. O pessedista catarinense João Paulo Kleinübing comentou sobre a revisão de incentivos a setores da economia nacional. Para ele, empresas do ramo têxtil e de informática necessitam manter o fomento para competirem.

Rosso pautas econômicas

O Deputado Rogério Rosso, do Distrito Federal, ressaltou a pauta econômica já aprovada pela Câmara desde o início do Governo do Presidente Michel Temer e citou a PEC do Teto dos Gastos, a Reforma Trabalhista, o Refis e a Lei Repatriação, que estabeleceu prazo e condições para regularização de recursos de cidadãos nacionais no exterior.

Sobre a Reforma da Previdência Meirelles disse que conversará nestes dias sobre a versão que tramitará na Casa com o relator Deputado Arthur Maia (PPS-BA). Uma versão reduzida deve ser votada em breve. Ele acrescentou ainda que a necessidade de mudanças no setor é “uma questão numérica”. O Ministro afirmou que, mantida como está hoje a Previdência, “em 10 anos, 80% do orçamento público será apenas para pagamento de benefícios, sem sobrar para Educação, Saúde e etc”.

Confira também a entrevista coletiva concedida pelo Ministro aos jornalistas antes da audiência pública:


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