Junji deve ocupar cargo na diretoria

Mel Tominaga

Deputado participa da reinstalação do Grupo Parlamentar, depois de ser indicado pelo cônsul-geral da China em São Paulo como interlocutor da comunidade chinesa no Congresso Nacional

O deputado federal Junji Abe (PSD-SP) deverá integrar a diretoria do Grupo Parlamentar Brasil-China, a ser reinstalado na Câmara Federal, após ajustes no estatuto do   colegiado. Esta é a expectativa do deputado Osmar Júnior (PCdoB-PI), indicado para a presidência em substituição a Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que deixou a Casa para assumir o Ministério do Esporte.

Depois de oficializado como novo presidente, Júnior decidirá os ocupantes dos outros 12 cargos da diretoria. Em reunião nesta quarta-feira (14/03/2012), ele antecipou que pretende nomear Junji para uma das três vice-presidências. “Fico muito feliz por integrar o Grupo Parlamentar e imensamente honrado com a disposição do presidente”, afirmou Junji que, no ano passado (25/07/11), aceitou a incumbência de representar, no Congresso Nacional, a comunidade chinesa residente no País, atendendo pedido do cônsul-geral da República Popular da China em São Paulo, Sun Rongmao.

A adequação estatutária do grupo é o ponto de partida para a retomada dos trabalhos de integração dos parlamentares dos dois países, alicerce do fortalecimento da relação bilateral Brasil-China. Diferentemente do atual que inclui congressistas da Câmara e do Senado, o novo estatuto terá de prever apenas deputados na composição do colegiado, porque os senadores constituíram uma comissão similar. A partir de então, esclareceu Júnior, os grupos atuarão de forma independente, porém, em sinergia para atingir os propósitos comuns de fomentar a aliança saudável entre as duas nações.

Segundo Junji, os dois países têm muitos motivos para estreitar laços, consolidando uma próspera relação de amizade e cooperação econômico-comercial, social, cultural e tecnológica. “Tenho uma motivação extra para participar ativamente dos trabalhos do Grupo Parlamentar”, relatou o deputado, citando sua terra natal de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, cidade escolhida há 40 anos por chineses para o desenvolvimento da fungicultura.

“A comunidade chinesa introduziu o cultivo de cogumelos comestíveis em Mogi das Cruzes e estimulou a expansão da atividade, envolvendo, inclusive, muitos nipo-brasileiros. Hoje, a Cidade responde por cerca de 70% da produção nacional do alimento”, observou Junji, evidenciando a importância do trabalho iniciado pelos chineses.

Fortalecer os negócios entre os dois países é primordial para o cenário econômico nacional, segundo avaliação de Junji. Se o Brasil não tivesse ampliado o intercâmbio comercial com a China, teria enfrentado muitas dificuldades para superar a crise mundial de 2008. “Após o desaquecimento da economia americana, japonesa e da comunidade europeia, os chineses conquistaram o epicentro internacional das atenções como polo consumidor”, analisou pinçando o interesse brasileiro na exportação de commodities (agrícolas e minerais) e de vários produtos industrializados.

O setor agrícola brasileiro é de grande interesse para o governo chinês, assim como o campo tecnológico, com destaque para iPeds e iFones. Junji lembrou que o Brasil é o único País do planeta com condições físicas para plantar o necessário visando aplacar a fome mundial, certeira diante das projeções de crescimento populacional feitas pela ONU – Organização das Nações Unidas. Por outro lado, completou, a China Popular vem surpreendendo o mundo com um “impressionante crescimento econômico”, que atinge patamares de 8% a 12% do PIB – Produto Interno Bruto, consecutivamente nos últimos dez anos.

De acordo com Júnior, haverá reuniões mensais para discussão dos diversos assuntos e definição das ações a serem desenvolvidas com o apoio dos integrantes do colegiado. Ele informou que recebeu do antecessor o pedido para reorganizar a comissão, providenciando os trâmites administrativos necessários à oficialização do Grupo Parlamentar Brasil-China.

Também participaram da reunião os deputados Alice Portugal (PCdoB-BA), André Moura (PSC-SE), Arnaldo Jardim (PPS-SP), Assis Melo (PCdoB-RS), Benedita da Silva (PT-RJ), Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Chico Lopes (PCdoB-CE), Cláudio Cajado (DEM-BA), Daniel Almeida (PCdoB-BA), Delegado Protógenes (PCdoB-SP), Edson Santos (PT-RJ), Eliseu Padilha (PMDB-RS), Esperidião Amin (PP-SC), Hugo Napoleão (PSD-PI), Jô Moraes (PCdoB-MG), Luiz Nishimori (PSDB-PR), Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), Osmar Júnior (PCdoB-PI), Otoniel Lima (PRB-SP), Perpétua Almeida (PCdoB-AC), Rubens Bueno (PPS-PR), Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), Vieira da Cunha (PDT-RS) e Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA).

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