Hugo Napoleão é a favor de novos esclarecimentos sobre a suspensão do Paraguai e a adesão da Venezuela ao Mercosul

Ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, será convidado a participar de audiência na CREDN

Na reunião desta quarta-feira (8) na Comissão de Relações Exteriores (CREDN), o deputado Hugo Napoleão (PSD-PI) concordou em convidar o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, para prestar esclarecimentos, em audiência pública, sobre a suspensão do Paraguai e a adesão da Venezuela ao Mercosul.

Segundo Hugo Napoleão, a regulamentação do Mercosul exige que os seus quatro membros, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai se manifestem sobre o ingresso de qualquer outro país e neste caso, o Paraguai não foi consultado.

Napoleão lembrou ainda que o chanceler do Uruguai, Luis Almagro, chegou a afirmar para a imprensa brasileira que a integração da Venezuela ao Mercosul não foi uma decisão unânime. Diante disso, o deputado piauiense concordou, juntamente com os demais membros da comissão, em convidar o ministro Patriota para esclarecer, definitivamente, os fatos.

“Não há dúvida nenhuma que a Venezuela, de um lado, vem trazendo contribuição com a aquisição de aviões da Embraer e ao mesmo tempo da ação da Pedevesa, que é a Petrobrás venezuelana em território brasileiro e de vários outros investimentos dos quais o Brasil tem o maior interesse. Outro ponto positivo da entrada da Venezuela no Mercosul é que o Brasil passa a ser a quinta economia do mundo. De outro lado, nós temos ressalvas ao presidente Hugo Chaves pelo método dele de agir e achamos que no governo passado o Brasil, sobretudo, submeteu-se com a Argentina, Bolívia, com o Equador e com a questão de Honduras às vontades e às orientações do presidente venezuelano”, avaliou o deputado.

Hugo Napoleão insiste que os fatos exigem uma certa reparação. “A política externa do Brasil melhorou, mas não pode deixar se descambar por opiniões internas sobre a situação interna do outro país”, declarou.

Do Produto Interno Bruto (PIB) no Mercosul o Brasil contribui, hoje, com 70%; a Argentina com 20%, o Uruguai com 6% e o Paraguai com 4%.

Da Redação

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