Comissão debate utilização do VAR no futebol

A Comissão do Esporte (CESPO) da Câmara debateu nesta terça-feira (9) a utilização do VAR (Video Assistant Referee) nos jogos de futebol. O colegiado, que é presidido pelo deputado Fábio Mitidieri (SE), recebeu o presidente da comissão de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Leonardo Gaciba.

Deputado Evandro Roman (PR) com Leonardo Gaciba, da CBF. Foto: Cláudio Araújo.

O ex-árbitro FIFA foi convidado para a audiência pública pelo deputado Evandro Roman (PR), seu ex-colega de profissão. “É importante debatermos a utilização do VAR. O Gaciba nos trouxe dados técnicos e números que comprovam a eficácia do sistema eletrônico no futebol. Antes da utilização do VAR, o nível de acerto dos árbitros era de 73% e hoje registramos 97%”, lembrou Roman.

O sistema eletrônico implantado pela CBF no Campeonato Brasileiro e nas retas finais da Copa do Brasil é responsável por fazer, em média, cinco checagens por jogo. Dados da confederação revelam que 90% das checagens são favoráveis ao que o juiz decidiu dentro de campo.

“Estamos falando de uma paixão nacional que é o futebol, mas era necessário trazer a tecnologia para minimizarmos os erros que podem definir jogos e campeonatos. O índice de acerto nos faz ter a certeza de que o VAR veio para ficar”, disse Gaciba.

Capacitação e interpretação
O chefe da arbitragem brasileira também disse que a CBF está investindo pesado na capacitação dos juízes de futebol para que o protocolo seja cada vez mais sólido. “É difícil chegar a um estado de perfeição, até porque existem os lances chamados de interpretativos. Mas queremos ter um patamar em que as decisões sejam realmente embasadas em algo já pré-estabelecido.”

Roman, por sua vez, disse que o VAR ainda é algo novo no futebol e prevê uma adaptação rápida. “Acredito que no máximo em até dois ciclos de Copa do Mundo já teremos em todas as competições um sistema bastante sólido. Não há dúvidas de que o sistema eletrônico veio para corrigir erros e deixar o esporte mais justo.”

Renan Bortoletto

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