Audiência pública discutirá profissão de técnico em radiologia

Deputado Eleuses Paiva - PSD/SP (Foto: Heleno Rezende)

Com objetivo de discutir o exercício das profissões de técnico e tecnólogo em radiologia e de bacharel em ciências radiológicas, o deputado federal Eleuses Paiva (PSD-SP) requereu junto à Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados, a realização de audiência pública. O pleito foi aprovado por unanimidade.

O que levou o parlamentar de São Paulo a solicitar essa audiência pública “foi o de constatar a existência de divergências profundas entre os diversos segmentos em relação ao assunto”.

Foi sugerido que sejam convidados o presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Manoel Aparecido Gomes da Silva; a presidente do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia, Valdelice Teodoro; o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz D’Avila e o presidente do Conselho Federal de Biomedicina, Silvio José Cecchi.

O deputado Eleuses Paiva explicou ainda que essa audiência pública, que ainda não tem data para ocorrer, é para discutir o PL 3661/2012, que altera a Lei nº 7394, de 29 de outubro de 1985, que dispõe sobre o exercício das profissões; revoga dispositivos da Lei nº 7.394, de 29 de outubro de 1985, e a Lei nº 10.508, de 10 de julho de 2002.

“Com a presença dessas autoridades, pretendemos subsidiar o trabalho do relator da matéria que se encontra em tramitação na Câmara dos Deputados”, concluiu.

Da Redação

3 Comentários

  1. Helbert Xavier do Nascimento

    Caro Parlamentar, sou Técnico em Radiologia especialista em Ressonância Magnética há 10 anos na cidade de Juazeiro do Norte – Ceará e venho acompanhando a mobilização do CBR junto a seus associados em relação a PL 3661/2012 e não consigo entender como médicos/empresários que compram equipamentos que custam milhões de Reais e que rendem centenas de milhares de Reais mensais, lutem para que os biomédicos ocupem nossa área de trabalho, por acharem que R$1.700,00 é muito por 96 horas de trabalho por mês. Trabalho este, que requer muito conhecimento, imensa responsabilidade com o equipamento e pacientes que na maioria dos casos encontram-se debilitados e psicologicamente abalados. Agradeço pelo espaço, esperando ter demonstrado um pouco o lado do Técnico em Radiologia, profissão que auxilia a atividade médica há mais de 100 anos.

  2. O comentário do Helbert parece apenas querer confundir quem o lê. Não conheço nenhum bom técnico que ganhe apenas R$ 1700,00. Trabalham apenas 4 horas por dia alegando que o RX é perigosíssimo e no entanto muitas vezes trabalham em até 3 ou 4 lugares diferentes. Fazem curso (a maioria em finais de semana, uma ou duas vezes por mes) para operador de RX e depois seu conselho profissional, o famigerado CONTER quer abarcar todas as áreas das ciências imaginológicas existentes e por virem a serem inventadas (rs…rs..), numa desavergonhada tentativa de fazer reserva de mercado, jogando de lado os médicos especialistas e outros profissionais da área de saúde que muito bem podem operar qualquer daqueles equipamentos. Este objetivo seria o mesmo que se os comissários de bordo resolvessem aprovar uma lei querendo tomar o lugar dos pilotos no comando das aeronaves, os auxiliares de sala querendo tomar o lugar dos cirurgiões, os oficiais de justiça querendo tomar o lugar dos juízes. Não podemos entender como um absurdo desses pode prosperar no Congresso. Mas estamos no Brasil um país que parece querer virar-se do avesso e seguir na contramão.

  3. Daniel Fernando Reis Duarte

    Caro parlamentar, Eleuses Paiva, obrigado pel audiência pública. Não há médicos que lutem contra a regulamentação da profissão de tecnólogo, o que está gerando a polêmica toda, e isso o colega acima não consegue enxergar, é que o PL3661/2012 que deixar exclusivo dos tecnólogos a função de realização de ultrassonografia e excluir do médico o direito de fazê-lo. Como confiaremos em exames por profissionais que não estudam patologias? E depois, como realizar procedimentos invasivos guiados pelo US, tais como biópsias prostáticas com US transretal ou mesmo confirmação diagnóstica de aborto com US transvaginais? A aprovação deste projeto de lei não só prejudica médicos, pacientes e o diagnóstico correto, mas sim a própria confiabilidade do exame, que é operador-dependente e dinâmico(necessita constantemente mudar a imagem para so obter um bom diagnóstico). A outra pergunta que fica é; se em diagnóstico equivocado realizado por US por u tecnólogo gerar um procedimento desnecessário, uma cirurgia ou um aborto errôneos, de quem será a culpa? Do médico que confiou no exame e fez a cesariana de urgência desnecessária ou do tecnólogo que fez o exame por obrigação legal mesmo sem ter formação no diagnóstico e fisiologia das diversas patologias envolvidas?
    Como médico, em caso de aprovação deste projeto, a única coisa que me resta é abandonar os pedidos deste exame, pois não só não confirmarei nos laudos formulados como também não colocarei meus paciente em risco.
    O certo seria haver um texto não excludente; não deixar a realização somente para tecnólogos, mas sim para médicos e tecnólogos, principalemnte se houver dúvida do primeiro em alguma imagem/diagnóstico, para ser confirmado pelo segundo, caso necessário.

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