Câmara quer punição maior para culpados por 154 mortes no Nortão

Nesta quarta-feira, em Brasília, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados fará audiência pública para debater a decisão das autoridades norte-americanas de não punir os pilotos responsáveis pelo acidente. Os deputados Geraldo Thadeu (PSD-MG) e Dimas Ramalho (PPS-SP) participaram, no período de 7 a 11 de fevereiro deste ano, de missão oficial para tratar do assunto. Eles foram acompanhados pelo advogado e perito em aviação Tales de Sodré e Macedo e pelo representante da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, Roberto Peterka.

O Nortão de Mato Grosso foi “palco” do segundo maior acidente aéreo da história da aviação civil brasileira. Faz 6 anos que 154 pessoas morreram na colisão aérea do Jato Legacy 600 com o Boeing 737 da Gol, que caíram em uma floresta entre os municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá. As punições de 4 anos de detenção em semiaberto (convertidas em serviços comunitários) aplicadas pela justiça federal de Sinop, para os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, estão sendo consideradas insuficientes.

Os deputados apresentarão os resultados da viagem aos Estados Unidos. Dimas Ramalho afirmou que a Comissão irá cobrar das autoridades norte-americanas uma punição mais rígida aos pilotos do Legacy: “Eles não podem continuar voando impunemente depois do que ocorreu”, explicou, lembrando que outra punição leve a Lepore, Paladino e a companhia ExcelAire também foram multados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em R$ 3,5 mil e R$ 7 mil, respectivamente.

Foram convidados o procurador regional da República da 1ª Região Osnir Belice, representante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a a diretora regional da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, Rosane Gutjahr.

Conforme Só Notícia informou, na época, Leopore e Paladino conseguiram pousar o jato, na base aérea do Cachimbo, após uma ponta da asa atingir e derrubar o boeing. Eles foram levados ao Rio de Janeiro onde ficaram alguns dias em hotel, com passaportes retidos e, posteriormente, foram liberados e levados ao Estados Unidos. O depoimento deles para a justiça foi via internet. Eles foram considerados culpados por não estarem voando na altitude correta e estarem com equipamento anti-colisão desligado.

O Ministério Público Federal recorreu da decisão aplicada pela justiça de Sinop aos pilotos e pede condenação

Site Só Notícias

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