Pessedistas debatem regulamentação dos profissionais de artes marciais

Deputado Fábio Mitidieri (SE) - Foto: Cláudio Araújo

Deputado Fábio Mitidieri (SE) – Fotos: Cláudio Araújo

A Comissão do Esporte (CESPO), em parceria com a Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP), realizou nesta terça-feira (17), audiência pública para discutir a regulamentação da prática das artes marciais. O debate foi uma iniciativa do 2º vice-presidente da comissão, deputado Fábio Mitidieri (SE). “Precisamos definir o que são artes marciais, como será feita a fiscalização desta atividade e os pré-requisitos para uma regulamentação da área”, disse o parlamentar.

Mitidieri é o relator do Projeto de Lei (PL) 2.889/08 que trata sobre a profissão de instrutor de artes marciais, das atividades do profissional em lutas, artes marciais mistas (MMA) e sobre o ensino e prática destas atividades. “Sabemos que não vamos agradar 100%, mas temos que ser responsáveis tanto com os atletas que praticam quanto com os profissionais que ensinam essas artes”, defendeu o deputado.

Deputado Evandro Roman (PR)

Deputado Evandro Roman (PR)

O pessedista Evandro Roman (PR) também participou das discussões. “É importante deixarmos claro a necessidade de alguma formação superior, já que esses profissionais irão trabalhar com a promoção da saúde e na preservação do bem-estar dos praticantes deste tipo de atividade física”, disse.

O Presidente do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), Jorge Steinheilber, defendeu que, para ministrar qualquer atividade física ou esportiva, é necessário ter curso superior de educação física. “O profissional terá que se especializar na atividade que escolher ministrar, pois nem sempre estará apto a desenvolver uma atividade de karatê, de judô ou qualquer outra”, concluiu.

Bruna Marques

2 Comentários

  1. Realmente necessitamos de profissionais de artes marciais com competência para desenvolver suas atividades, pois não é o fato de ser campeão disso ou daquilo, que dará ao atleta a formação necessária para ministrar aulas de artes marciais. Da mesma forma que um indivíduo formado em educação física, não tem as mínimas condições de ministrar aulas de artes marciais, se não teve uma vivência em algum estilo de arte marcial.

  2. Selma Lima

    Educador físico e professor de artes marciais são profissões distintas. Hoje em dia com o sucesso ($$$) que o UFC transformou as artes marciais, fez os olhos de alguns professores de educação física crescer, ignoram toda a filosia, cultura e tradição das artes marciais para as transformarem em algo “fitness” e “modinha”, algo mastigado, onde só se movimenta o corpo e não se trabalha a mente do indivíduo. Para alguém se tornar um professor de alguma arte marcial, deverá procurar uma academia/escola de artes marciais, treina-la, vivencia-la no dia a dia, vencer obstáculos, mudar a maneira como enxerga o mundo, guardar dentro de si a essência de um guerreiro e transmitir isso a seus alunos. Para se transformar em um professor de educação física a pessoa deve entrar em uma instituição de ensino superior, estudar, fazer estágios, pesquisas, compreender a visão de um educador físico junto a sociedade e se transformar nesse profissional. Duas profissões diferentes, que podem trabalhar juntas (no caso de preparação de atletas por exemplo) cada uma com sua visão e suas obrigações junto ao indivíduo. Um professor de alguma arte marcial pode se transformar num professor de educação física e vice e versa, desde que entenda que são duas formações, duas profissões, duas maneiras de trabalhar. Querer que instituíções como os CREFS (Conselhos Regionais de Educação Física) fiscalizem profissões das quais não possuem competência para tal é um absurdo, uma total falta de respeito com as artes marcias, um modo de faturar sem ter condições de oferecer algo em troca. Caros colegas não se esqueçam ao votar em seus vereadores de pedir uma posição deles a respeito, pois em vários municípios os CREFs vêm articulando para abocanhar esse nicho de mercado.

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