Projeto de Expedito Netto cria Política de Diagnóstico e Tratamento da Depressão na rede pública de saúde

O Brasil é o país campeão de casos de depressão na América Latina. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) quase 6% da população, um total de 11,5 milhões de pessoas, sofrem com a doença.

Deputado Federal Expedito Neto, autor do projeto. Foto: Cláudio Araújo

Visando alertar o fato de que a depressão é na realidade uma ampla família de doenças, e por isso é denominada “síndrome”, o Deputado Federal Expedito Netto (PSD-RO) apresentou o Projeto de Lei Nº 2.635 que cria a Política de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome da Depressão nas redes públicas de saúde.

O objetivo da proposta é desenvolver políticas públicas que difundam a informação, deem acesso ao diagnóstico e ao tratamento da síndrome.

“O desconhecimento da doença leva a pessoa a padecer duplamente, pois além de demorar a buscar auxílio médico e ficar sofrendo sintomas sem o tratamento ideal, ela passa por preconceitos de que a pessoa doente não reage porque não quer ou por fraqueza pessoal”, declarou Expedito Netto.

Para o autor da proposta o Estado não pode se furtar da responsabilidade em relação à saúde pública e tem o dever de esclarecer sobre a depressão, que desencadeia sofrimento ao ser humano fazendo com que ele perca a vontade de viver, podendo leva-lo ao suicídio.
As causas da depressão podem ser genéticas, por fatores ambientais, podem ser engatilhadas por eventos diversos e também por falhas neurais. Com isso, o tratamento correto e rápido pode combater a doença de forma eficaz.

Em seu Projeto de Lei, Netto cita o trabalho de Ricardo Boechat. Antes de falecer em um trágico acidente, o jornalista prestou um grande serviço à saúde pública ao falar de forma aberta e franca sobre o surto depressivo agudo que sofreu em 2015 e que o fez tirar licença médica de seu trabalho.

“A depressão não escolhe renda ou faixa etária. Por isso, toda população tem o direito de ter acesso ao tratamento terapêutico, médico e/ou medicamentos que possam retomar o equilíbrio por meio de um método legal sem precisar trata-la na clandestinidade”, explicou o deputado.

Agora, depois de apresentado, o projeto será distribuído para as comissões temáticas da Câmara para ser analisado e votado.

Assessoria de comunicação do deputado

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