Frente Parlamentar busca soluções para crimes nas fronteiras do país

Deputado Marcos Reátegui (AP) - Foto: Cláudio Araújo

Deputado Marcos Reátegui (AP) – Fotos: Cláudio Araújo

Em cerca de 23 mil quilômetros de fronteira  – do quais 15 mil são terrestres, há apenas 23 postos oficiais de fiscalização da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério da Saúde. A vulnerabilidade dessas regiões motivou a criação de uma frente parlamentar de deputados e senadores nesta terça-feira (29).

“Temos que admitir a vulnerabilidade das fronteiras brasileiras e que a falta de policiamento permanente permite facilidades ao tráfico de armas, drogas, pessoas, além de oportunizar o contrabando”, disse o presidente da Frente Parlamentar Mista de Controle e Desenvolvimento de Fronteiras, deputado Marcos Reátegui (AP)

Ele ressaltou ainda que muitos trechos são embrenhados na floresta amazônica ou na região Centro-Oeste, onde os marcos fronteiriços desaparecem em meio a terras particulares das grandes fazendas de gado e soja.

Fronteira com o Paraguai é crítica

O delegado da Polícia Federal, Alexandre Custódio reiterou a necessidade de aumentar a vigilância dos limites fronteiriços do Brasil. “A fronteira com o Paraguai é uma das mais críticas no que diz respeito às drogas”. Para o delegado, é preciso também investimentos no trabalho preventivo da PF para desarticular organizações criminosas que atuam nas regiões.

O também delegado da PF, Luiz Flávio Zampronha, afirmou que “a gestão de segurança pública é simples, o que se aplica também às fronteiras. Quanto maior o investimento, melhores serão os resultados colhidos”. Zampronha também reivindicou participação efetiva dos agentes que atuam na investigação e nas operações na construção das políticas públicas de combate aos crimes de fronteira.

Deputado Marcos Montes (MG)

Deputado Marcos Montes (MG)

O deputado Marcos Montes (MG), que preside a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), disse que a instauração de um fórum para a discussão da segurança nas fronteiras interessa ao agronegócio. “O tráfico ilegal de agrotóxicos acontece da mesma forma que o de drogas ou armas”, afirmou.

Ainda segundo a PF, nos 11 estados de fronteira, foram presas 20 mil pessoas entre junho de 2011 e dezembro de 2013 tentando entrar no país com armas e drogas. Entre janeiro de 2012 e outubro de 2013, a polícia apreendeu cerca de 170 toneladas de drogas e 12 mil armas.

Demétrius Crispim


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