Câmara discute maneiras de viabilizar a eletromobilidade no Brasil

A Comissão de Viação e Transportes promoveu nesta quarta-feira (4) audiência pública para debater a eletromobilidade no Brasil. A pedido dos deputados fluminenses Marcelo Matos e Hugo Leal, ambos do PSD, especialistas no tema explicaram os principais entraves para que o carro elétrico, estrela da vez, se popularize no Brasil.

Deputado federal Marcelo Matos (RJ) e a diretora do Departamento das Indústrias do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Margarete Gandini. Foto: Cláudio Araújo.

De acordo com Marcelo Matos, presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Eletromobilidade Brasileira, existem apenas 8 mil carros elétricos circulando no país. Esse dado está na contramão da indústria mundial, onde esse tipo de frota já soma 3 milhões de veículos. A China, detém 40% desse mercado produtor e consumidor. “Nós temos que nos atualizar e não podemos ficar para traz. Temos que zerar os impostos e trazer a indústria para dentro do país, gerando emprego e credibilidade”, disse o parlamentar.

Thiago Sugahara, que é representante da Associação Brasileira de Veículos Elétricos, alerta que o Brasil precisa evoluir rapidamente na eletrificação dos carros, uma vez que o processo de substituição total dos veículos que usam gasolina ou diesel no mundo será finalizado nos próximos 10 ou 15 anos. “Que tipo de troca a indústria automotiva brasileira vai poder oferecer nas relações comerciais com outros países? Vamos continuar produzindo apenas veículos convencionais ou vamos competir com outros mercados? ”, indagou.

O pesquisador da Unicamp, Edgar Barassa, afirmou que há uma ausência de consenso ou política que defina claramente qual caminho da migração o país vai adotar. “ Ainda não decidimos como vamos nos posicionar neste mercado, onde queremos ir e quais as metas queremos alcançar. Essa é a lacuna que estamos vivendo. As políticas que existem hoje estão diluídas. Precisamos aproveitar a janela de oportunidades nesta área”, disse.

Em contrapartida, a diretora do Departamento das Indústrias do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Margarete Gandini, adiantou que o governo trabalha no desenvolvimento de uma agenda público/privada, desde o segundo semestre do ano passado. “Vamos lançar em novembro, após o período eleitoral, o Plano Nacional da Eletromobilidade. O governo considera esta pauta extremamente necessária”, adiantou.

Valéria Amaral

 

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